Chegamos às vésperas do período das convenções partidárias na Paraíba com um cenário evidente. No campo das oposições, as pré-candidaturas de Pedro Cunha Lima (PSDB) e Nilvan Ferreira (PL), isoladamente, enfrentam severas dificuldades para efetivamente conseguir se contrapor a João Azevêdo (PSB).
E nem mesmo a tese de uma eventual composição no segundo turno se firma como argumento plausível. Enfrentar quem governa, mesmo em um cenário onde o governante vacila politicamente (caso de João), e apostar no que pode acontecer no segundo turno, é uma temeridade.
A oposição tem diante de si a dura lição de 2018. Lição de erros que, até agora, parecem fadados a se repetir: a incapacidade de superar projetos pessoais, de secundarizar vaidades de grupos, de abrir mão de perspectivas de sobrenomes.
No entanto, sinais dos últimos dias, mesmo que ainda incipientes, parecem indicar a possibilidade de uma mudança.
Grosso modo, a realidade é que a pré-candidatura de Pedro enfrenta obstáculos que parecem insuperáveis. Pedro é um nome com qualidades para uma postulação, mas a política vive de momentos e conjunturas – e a atual não tem se mostrado estimulante para o tucano.
No lado de Nilvan, por seu turno, o que se vê é também um bom nome, mas com fortíssimas limitações de Campina Grande para o Sertão. Situação agravada pela total falta de construção de alianças e de fortalecimento do PL (no qual Nilvan só ingressou na undécima hora) nos municípios.
Na Rainha da Borborema, segundo maior colégio, não há sequer um vice razoável para o jornalista. Isso não diz apenas muito; diz tudo.
E a conjuntura mostra que o ex-prefeito Romero Rodrigues (PSC), que já foi o pré-candidato e recuou, se mantém como o melhor nome do grupo de oposição. Mais que isso, uma chapa com Romero na cabeça e Nilvan de vice seria, provavelmente, a única composição realmente capaz de enfrentar João Azevêdo.
Para isso, todavia, Pedro terá que abrir mão da candidatura; NIlvan terá que ceder desistir da ponta da chapa para um nome com maior viabilidade; e Romero precisará abdicar de uma eleição certa para a Câmara Federal.
Ou seja, cada um terá algo a perder se a oposição quiser ganhar.