Nos últimos dias, temos presenciado de forma assustadora, uma grande quantidade de pessoas vítimas de golpes em compras de passagens aéreas, hospedagem e pacotes. Por unanimidade, pessoas que correm atrás de algo extremamente vantajoso, onde as próprias companhias aéreas ou hotéis não praticam.
Como se não bastassem as redes sociais de empresas que sequer possuem CNPJ ou lojas físicas, o famoso golpe de promoções com pagamento exclusivo via PIX tem deixado prejuízo a uma quantidade expressiva de pessoas em busca de vantagens. Mas, temos assistido empresas como HURB, 123milhas, Maxmilhas e mais recentemente, a Operadora ViagensPromo que tem lesado vários de seus clientes em todo país.
O setor não possui mágica, mas tem sido assustador a quantidade de pessoas vítimas de golpes por preços inexistentes. Um dos casos que tem chamado atenção é do HURB, onde o CEO da empresa João Ricardo Mendes, discute com clientes lesados em redes sociais, e ainda alega que aqueles que falarem bem da empresa poderão receber seu dinheiro de volta, já aqueles que falam mal, ficarão de fora. Como se não bastasse, o CEO ainda acusa a Secretária Nacional do Consumidor (Senacon) de ter causado prejuízo a empresa.
Um outro caso que também causa indignação é da 123milhas, que lesou vários de seus clientes com débito estimado em 2,5 bilhões de reais, ao meu ver, algo impossível de ser honrado por uma agências de viagens on-line.
Mais recentemente, a Operadora ViagensPromo tem causado dor de cabeça em agências de viagens que acreditaram em seus serviços, que além fantasiosos, encantaram o mercado com até fretamentos de aeronaves e a promessa de viagem de luxo. Hoje o cenário é de vários clientes pelo Brasil com serviços cancelados e sem reembolso.
Uma coisa é certa, além de pesquisar os valores para suas viagens, é necessário tomar conhecimento da credibilidade do prestador de serviço onde se está adquirindo suas viagens e até o tempo em que atua na cidade e na área de negócios. Também, é de fundamental importância saber se a empresa possui loja física onde se possa recorrer em caso de imprevistos com suas viagens. Outro ponto a ser analisado é se a empresa possui uma mídia exagerada em vários canais como tv, rádio, sites, portais de noticiais, áreas comerciais de aeroportos e revistas; isso requer um alto investimento onde nem toda empresa ligada ao setor de turismo possui tamanha barganha, simplesmente a conta não fechar na mesma proporção.
Um conselho que deixo é, consulte o bom e velho agente de viagens, com um bom tempo de atuação no mercado e com loja física para te prestar atendimento. Mesmo aqueles que já possuem sites, mas que em caso de imprevistos, terão endereço certo.
Alessandro Sousa
Agente de Viagens há 26 anos
DELTATOUR CPV