Em um relato minucioso à Rádio Campina FM, o professor Jorge Elô contou detalhes aterradores do sofrimento enfrentado por sua mulher, Danielle, e o bebê que carregava no ventre, Davi, durante trabalho de parto no Instituto de Saúde Elpídio de Almeida.
De acordo com o relato, a gestante, que acabaria perdendo o bebê e o útero, teria sido censurada por uma profissional de saúde (que ele não soube identificar se seria médica ou enfermeira), que acusou a mulher de estar fazendo escândalo por causa de sua reação às dores fortes.
“Ela já chegou dizendo que minha mulher estava fazendo muito escândalo; que aquilo não era normal, muito escândalo; que toda mãe conseguia”, conta Jorge. Segundo ele, em outro momento Danielle foi acusada de não fazer o esforço necessário para expelir o bebê.
O pai revelou que, minutos depois, ao relatar a uma possível enfermeira que sua esposa estava se queixando de muitas dores abdominais, ouviu como resposta que a mulher estaria inventando.
“Quando ela voltou, apertou a barriga da minha esposa, viu que não estava tendo contrações e disse que ela estava inventando, que não poderia estar sentindo dor, por não haver contrações”, descreve.
Conforme o homem, a causa da dor forte depois seria descoberta. Ele afirma que, em virtude de uma suposta dosagem excessiva de medicamento ministrados, o útero da esposa “estourou”.
“Quando aconteceu a tragédia, a gente soube o motivo da dor. Como houve a superdosagem, o útero da minha esposa estourou, rasgou”, narra Jorge.
O duro relato completo de Jorge Elô à Campina FM pode ser ouvido clicando AQUI.
O caso está sendo investigado pela polícia. Segundo a Secretaria de Saúde do Município, a equipe que estava no plantão ficará afastada enquanto uma sindicância será promovida.